Ler
é fundamental para seguir as regras com consciência, mas a expressão
pessoal é vital e a escrita é essencial para isso. A oralidade esvanece e
a escrita permanece. Animais comunicam- se oralmente, a peculiaridade
do ser humano reside na escrita. É preciso ler e compreender o mundo,
mas na escola da vida temos que assinar o livro da presença.
Decididamente, a escrita não é um luxo.
Nilson José Machado
O MENININHO
Era uma vez um menininho. Ele era bastante pequeno. Sua escola era
grande.
Mas quando o menininho descobriu que podia ir à sua sala caminhando pela
porta da rua, ele ficou feliz.
E a escola não parecia tão grande quanto antes.
Uma manhã, quando o menininho estava na escola, a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer um desenho.
- Que bom, pensou o menininho. Ele gostava de fazer desenhos.
Ele podia fazê-los de todos os tipos: leões, tigres, galinhas, vacas,
trens e barcos. Ele pegou sua caixa de lápis de cor e começou a
desenhar. Mas a professora disse:
- Espere. Ainda não é hora de começar.
E ela esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora, disse a professora, nós iremos desenhar flores.
-Que bom, pensou o menininho. Ele gostava de desenhar flores e começou a
desenhar flores com lápis rosa, laranja e azul. Mas a professora disse:
- Esperem, vou mostrar como fazer.
E a flor era vermelha de caule verde.
- Assim – disse a professora – Agora vocês podem começar. Então, ele
olhou para sua flor. Ele gostava mais da sua flor, mas não podia dizer
isso. Ele virou o papel e desenhou uma flor igual à professora – uma
flor vermelha com caule verde.
Num outro dia, quando o menininho estava em aula ao ar livre, a
professora disse:
- Hoje iremos fazer alguma coisa com barro.
- Que bom, pensou o menininho. Ele gostava de barro.
Ele pensou que podia fazer todos os tipos de coisas com o barro:
elefante, camundongos, carros e caminhões. Ele começou a amassar a sua
bola. Mas a professora disse:
-Esperem, não é hora de começar.
E ela esperou que todos estivessem prontos.
- Agora-disse a professora – nós iremos fazer um prato.
- Que bom, pensou o menininho – Ele gostava de fazer pratos de todas as
forma e tamanhos.
A professora disse:
- Esperem, vou mostrar como se faz.
E ela mostrou a todos como fazer um prato fundo.
- Assim- disse a professora – agora vocês podem começar.
O menininho olhou para seu prato. Ele gostava mais do seu prato do que o
da professora, mas ele não podia dizer isso. Ele amassou o seu barro
numa grande bola novamente e fez um prato igual ao da professora. Era um
prato fundo. E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e olhar, e a
fazer as coisas exatamente como a professora.
E muito cedo, ele não fazia mais coisas por si próprio.
Foi então que o menininho e sua família se mudaram para outra casa, em
outra cidade, e o menininho tinha que ir para outra escola. Esta escola
era ainda maior que a primeira. E não havia porta da rua para a sua
sala. Ele tinha que subir degraus, até a sua sala.
E no primeiro dia, ele estava lá e a professora disse:
- Hoje nós vamos fazer um desenho.
- Que bom, pensou o menininho – e ele esperou que a professora dissesse o
que fazer. Mas a professora não disse nada.
Ela apenas andava na sala. Veio até o menininho e disse:
- Você não quer desenhar?
- Sim – disse o menininho – mas o que vamos desenhar?
- Eu não sei, até que você faça – disse a professora.
- Como posso fazer? – perguntou o menininho.
- Da maneira que você gostar –disse a professora.
- E de que cor? - Perguntou o menininho.
- Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu
posso saber que fez o que? E qual o desenho de cada um?
-Eu não sei, disse o menininho.
E começou a desenhar uma for vermelha de caule verde.
Explore a importância do “aprender é tão importante como a forma que se
aprende”. Leve-os a refletir sobre o fato que temos de aprender a
arriscar, termos nossas expressões e permitir que os outros se
expressem. Sem isto, não nos conheceremos. A criatividade vem do treino e
da liberdade de se colocar.
Profª: Ana Celia
Adorei os depoimentos que li, relatam as experiências com a leitura de cada uma das personalidades e nos remete a refletir a cerca da importância da leitura para cada um de nós. A frase de Newton Mesquita em entrevista ao site da Livraria Cultura em 2004 me chamou muita atenção, praticamente o mesmo pensamento eu tinha na infância “Os livros me fascinam. Antigamente, quando eu era moleque, eles me pegavam pelas histórias, porque me davam a possibilidade de ir a outros países, conhecer outras civilizações”...
ResponderExcluirA minha maior incentivadora foi a minha professora da 1° série... Alba, era nome dela,gostaria muito de revê-la e dizer a importância que teve em minha vida!Ela dividia a sala em grupos, o primeiro dos bons que já sabiam ler e escrever bem, o segundo grupo dos que estavam quase lá e o terceiro grupo que ela trabalhava de maneira diferente por que ainda não dominavam leitura e escrita, mas não era uma discriminação ela conseguia dessa forma e conseguiu comigo incentivar, instigar pra ser sempre melhor. Eu fazia parte do segundo grupo e não aceitava estar ali e não no grupo dos melhores, aquilo me fez se dedicar horas e horas á leitura pra me tornar boa,escrever diversas cartas para as amigas,poemas,eu tinha um caderno de poemas, devo ter ainda em minha caixa de bagunças, para escrever bem e não foi preciso muito tempo lá estava eu no primeiro grupo;meu sonho era ser escritora quando pequena,mas ao longo dos anos tive tão bons professores que despertaram em mim o desejo de ensinar,de passar tudo aquilo que eu aprendi ao longo dos anos para construir personalidades,pessoas e por fim tive o melhor professor de Ciências,amigo e incentivador que alguém pode ter que é o professor Osvaldo e a bela oportunidade de trabalharmos juntos hoje.
Lembro da primeira vez que li na sala de aula...”Senti que descobri o mundo”,”Me senti acima de todos”,”Me senti gente grande”!Posso dizer que a leitura me construiu,o escrever me solidificou, creio que é a base de todo ser humano,não há ser na minha opinião, que se sinta alguém, que ultrapasse barreiras,que conheça outros mundos sem a leitura,sem um dia ter posto no papel o amor que viveu,a angústia que sentia,o segredo que ninguém podia escutar,os poemas que vêm da alma.
CÉLIA REGINA GOMES TELLES
ResponderExcluirRELATO DA MINHA EXPERIÊNCIA LEITORA E ESCRITORA
Boa noite a todos os colegas de curso estive lendo alguns relatos e fiquei encantada com os mesmos. Venho contribuir um pouco mais essa interação com meu relato sobre a leitura e a escrita. Já fiz um relato no curso de matemática, e quero pautar outra vivência presenciada por mim quando aluna. Estudava na 5ª série quando conheci meu professor de ciências, a primeira impressão que tive era de que ele parecia ser muito bravo, mas aos poucos fui conhecendo seu estilo de ensinar e me encantando a cada aula que ele desenvolvia. Este professor nos dava a oportunidade de expressarmos nossos relatos de vida, fazíamos colocações verbais e escritas, também sempre que podíamos nós nos reuníamos em uma grande roda e líamos nossas histórias, e o mais interessante é que esse professor introduzia esse relatos dentro da aula de ciências e muitas vezes trabalhávamos no laboratório da escola, desenvolvíamos experiências e enriquecíamos nosso aprendizado. Até hoje me vejo recordando como eram boas aquelas aulas encantadoras
Depoimento do Professor Alan Francis Silva Oliveira
ResponderExcluirOlá colegas Bom dia! Eu gostei de todos os depoimentos mas em particular de dois, que me chamou muito a atenção, um deles é de Contardo Calligaris e o outro foi da Marilena Chaui onde ela diz: "eu costumo falar no esplendor do livro porque ele abre para mundos novos, ideias e sentimentos novos, descobertas sobre nós mesmos, os outros e a realidade." Minha experiência com a escrita e a leitura vai começar no seminário diocesano, pois não me recordo um incentivo maior no período escolar, mas quando eu entrei no seminário precisei ler muito então foi ai que fui me apaixonando pela leitura, hoje eu leio pelo menos 1 livro por mês, adoro livro de psicologia ou como costumam falar auto ajuda, tenho como escrito favorito o Augusto Cury, leio muitos livros dele. Deixo como sugestão para quando tiverem tempo e querer ler um livro bom, o livro "O Futuro da Humanidade" de Augusto Cury, um livro fascinante que nos leva a pensar no ser humano e a olha-lo com um olhar mais diferenciado, se alguém se interessar eu tenho ele. A leitura ela tem oportunidade de nos fazer diferentes a cada dia, ela nos constrói no intelectual, no social e para toda a vida, a leitura é o único bem que nunca nos será tirado.
Abraços a todos
Todos os depoimentos me chamaram atenção, mas o que mais me impressionou foi o depoimento da “Clair Feliz Regina”, pois depois de trabalhar com métodos e atividades totalmente diferentes em sua profissão passou a escrever poemas e a se realizar pessoalmente.
ResponderExcluirPassar no papel tudo o que você quer que se realize mesmo que o tempo já para essa realização já se passou é muito gratificante. Valorizar pequenas escritas independente da idade.
As minhas experiências com a escrita e leitura nunca estiveram tão aguçadas como agora. Esse ano estou responsável pela Sala de leitura passo a ver e a rever termos que não utilizava nas matérias relacionadas a Ciências Biológicas há tempos. Estou aprendendo muito e voltando a relembrar conteúdos antes “adormecidos” em minha memória, não por não saber o conteúdo, mas o fato de não exercitar no dia a dia. Lembro que na minha infância e adolescência não fui dedicada o suficiente para a leitura de livros acho que foi falta de incentivo, mas estudava muito e sempre me dedicava aos estudos por ser tudo o que tinha para me preocupar naquela época, por isso hoje tento passar aos meus alunos a importância da escrita e leitura e principalmente dos valores que temos que ter para podermos aplicar em nosso dia a dia.
A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde.
André Mauroi